A agricultura familiar tem participação direta na alimentação dos estudantes da rede municipal de Araruama. Toda semana, a Secretaria Municipal de Educação compra, em média, 26 mil quilos de alimentos produzidos por agricultores familiares, que abastecem as escolas com frutas, verduras, legumes, raízes e outros produtos utilizados na merenda escolar.
Esse trabalho envolve mais de 50 produtores (ligados a duas cooperativas, uma formada por produtores da agricultura familiar de Araruama e outra por produtores da agricultura familiar quilombolas), além de dois produtores independentes.
Um dos produtores é Altair Barreto. Ele fornece verduras e hortaliças para a Secretaria Municipal de Educação. O agricultor destaca o orgulho de participar de uma cadeia que começa na propriedade rural e termina na mesa dos alunos.
“É muito gratificante para o agricultor saber que está contribuindo para a merenda escolar do município. A gente trabalha na terra, planta, cuida, colhe e depois sabe que aquele alimento vai chegar às crianças. É uma satisfação muito grande poder contribuir com a alimentação dos alunos e, ao mesmo tempo, saber que o nosso trabalho está sendo valorizado.”
Na prática, a iniciativa aproxima o campo das escolas e fortalece a produção das famílias que vivem da agricultura no município. Os alimentos chegam semanalmente às escolas, e em média são, 1.618 quilos de abacaxi, 1.286 quilos de banana, 1.128 dúzias de ovos caipiras, 1.178 unidades de couve-flor, 650 quilos de abóbora, 550 quilos de aipim, 419 quilos de repolho, 885 quilos de inhame, 831 unidades de alface e 450 quilos de cenoura.
Economia rural
A iniciativa também faz parte do processo de adequação da alimentação escolar à legislação, que estabelece a compra de pelo menos 45% de alimentos da agricultura familiar para a merenda dos estudantes.
A compra dos alimentos da agricultura familiar também representa uma forma de movimentar a economia rural. Ao adquirir diretamente a produção dos agricultores, o município contribui para criar mercado para os produtos cultivados pelas famílias que vivem do campo.
Para o secretário de Agricultura, André Mônica, essa parceria é importante tanto para os produtores quanto para a alimentação dos estudantes.
“Investir na agricultura familiar é investir nas famílias que vivem e trabalham no campo. Essa parceria com a prefeitura é muito importante porque, além de fortalecer o produtor rural e movimentar a economia, permite que a produção desses agricultores também contribua para a alimentação dos nossos alunos. É uma união que beneficia quem produz e quem recebe esse alimento nas escolas.”
E, nesse caminho, o alimento não chega sozinho. Com ele também chega o trabalho de quem preparou a terra, plantou, cuidou da lavoura, enfrentou as condições do tempo e fez a colheita. Um ciclo que começa na propriedade rural e termina nas mesas de milhares de crianças e jovens estudantes.